terça-feira, março 14, 2006

Sistema comando e controlo do espaço aéreo alargado aos Açores e Madeira

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA) anunciou hoje que o sistema de comando e controlo de defesa do espaço aéreo nacional, inserido na estrutura da NATO, vai ser alargado aos Açores e Madeira.
O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA) anunciou hoje que o sistema de comando e controlo de defesa do espaço aéreo nacional, inserido na estrutura da NATO, vai ser alargado aos Açores e Madeira.
O major-general Taveira Martins, que falava na Base das Lajes, ilha Terceira, durante a cerimónia de transferência de comando da Zona Aérea dos Açores, adiantou que o alargamento daquele "sistema deverá ocorrera médio prazo, tendo já sido iniciadas acções preliminares".
A vigilância baseada em meios modernos e integrados num sistema de comando e controlo garante a defesa do espaço aéreo nacional, disse o CEMFA.
Taveira Martins reafirmou ainda que "os Açores são uma plataforma dissuasora com um papel de relevo para a paz e estabilidade mundiais, através da segurança que conferem à Europa e à América pela sua posição geo-estratégica".
Sobre a renovação dos meios militares, o CEMFA garantiu que, no final de Setembro, entrarão ao serviço operacional na Zona Aérea dos Açores os novos helicópteros "EH 101 Merlin", responsáveis pelas missões de vigilância marítima, fiscalização da zona de pescas, combate ao narcotráfico e poluição marítima.
Quanto aos aviões "Aviocar", a sua substituição deverá ocorrer apenas em 2008 pelo novo C-295.
O novo comandante da Zona Aérea dos Açores, major-general Alfredo Cruz, sublinhou a importância das Lajes "num contexto em que o fim da 'guerra fria' não significou a paz, mas novas ameaças de diferente tipologia".
Para o major-general Alfredo Cruz, a globalização, em especial nas áreas económicas, culturais e de comunicações, "tem originado e facilitado o desenvolvimento e expansão de grupos terroristas internacionais".
É por isso, acrescentou Alfredo Cruz, que os Açores e as Lajes vêem reforçadas a sua importância geo-estratégica no apoio à projecção do poder militar das alianças para zonas longínquas, nomeadamente no médio-oriente e África.